Arquivo da categoria ‘Reflexões’

Warm thoughts this morning

Junho 18, 2008

The Mayonnaise Jar and 2 Cups of Coffee

When things in your lives seem almost too much to handle, when 24 hours in a day are not enough, remember the mayonnaise jar and the 2 cups of coffee.

A professor stood before his philosophy class and had some items in front of him. When the class began, he wordlessly picked up a very large and empty mayonnaise jar and proceeded t o fill it with golf balls. He then asked the students if the jar was full. They agreed that it was.
The professor then picked up a box o f pebbles and poured them into the
jar. He shook the jar lightly. The pebbles rolled into the open areas between the golf balls. He then asked the students again if the jar was full. They agreed it was.
The professor next picked up a box of sand and poured it into the jar. Of course, the sand filled up everything els e. He asked once more if the jar was full. The students responded with an unanimous ‘yes.’
The professor then produced two cups of coffee from under the table and poured the entire contents into the jar effectively filling the empty space between the sand. The students laughed.
‘Now,’ said the professor as the laughter subsided, ‘I want you to recognize that this jar represents your life. The golf balls are the important things–your family, your children, your health, your friends and your favorite passions–and if everything else was lost and only they remained, your life would still be full.
The pebbles are the other things that matter like your job, your house and your car.
The sand is everything else–the small stuff. ‘If you put the sand into the jar first,’ he continued, ‘there is no room for
the pebbles or the golf balls. The same goes for life. If you spend all your time and energy on the small stuff you will never have room for the things that are important to you.
‘Pay attention to the things that are critical to your happiness. Play with your children. Take time to get medical checkups. Take your spouse out to dinner. Play another 18. There will always be time to clean the house and fix the disposal. Take care of the golf balls first–the things that really matter. Set your priorities. The rest is just sand.’
One of the students raised her hand and inquired what the coffee represented. The professor smiled. ‘I’m glad you asked. It just goes to show you that no matter how full your life may seem, there’s always room for a couple of cups of coffee with a friend.’

Recebi esse texto de uma amiga há um mês atrás. Uma amiga que virou amiga depois de vários cafés juntas pra conversar sobre a vida. =)
Terminei de ler o email hoje. Eu já conhecia essa histórinha, mas foi gostoso reler. Essas coisas simples de ‘ei, você está vivendo da melhor maneira?’ precisam ser relembradas pra gente a todo momento, porque às vezes acabamos nos perdendo no meio de tanta coisa…

Dia-a-dia que consome

Junho 1, 2008

Achei um texto muito interessante lendo o blog de um amigo meu – Chama o Hugo (blog, aliás, que está de parabéns pela qualidade e conteúdo, na minha opinião) :D

Eu sei, mas não devia – Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Psicologizando um pouco, agora. Qual seria a melhor solução então, se a crítica é a esse acostumar-se que acaba fazendo bem, afinal… “eu sofro menos se me acostumo”. Sofre mesmo menos? Ou deixa de viver de verdade?

Acho que o caminho está só em parar pra pensar um pouquinho o jeito que levamos a vida. Pensar por quê estou fazendo isso e se é necessário mesmo fazer isso, pra não entrarmos no modo automático de viver. Libertar o lado criança ou o lado espontâneo de nós mesmos, pelo menos de vez em quando. Algumas coisas a gente tem que acostumar porque estão ali e, ou não usufruimos daquilo ou mudamos nossa maneira de reagir frente ao problema. Um exemplo? Não há estacionamento perto do restaurante em que decidimos jantar. Você não pode fazer nada, no exato instante que quer jantar, pra que surja uma vaga. Então ou você procura outro restaurante ou você muda sua atitude (comumente de stress) para uma atitude positiva… “muda o CD aí que vai demorar, o que tu queres ouvir?”. :D

Não é fácil, eu sei.

bye bye 2007

Dezembro 26, 2007

Fim de ano. O tema é clichê, não é? Mas eu gosto de escrever sobre fins de ano. Na verdade, escreve-se sobre o ano inteiro… e 2007, o que foi então?

Começou com muralhas a serem escaladas. Em fevereiro, alguns campos floridos… então surgiram as oportunidades. Crescimento, amadurecimento, pessoas novas, experiências novas. O meio do ano marcado pela mudança de apartamento e pela viagem pra Vitória-ES, além da carteira de motorista.

E o apartamento novo, com rede na sala, foi tão bem vindo! No último mês, a esperada companhia de alguém pra morar junto.

Viagens, foram várias. Momentos de desespero, momentos de alegria, momentos de sossego. É, nada melhor que um lugarzinho tranquilo com uma cachoeira e a companhia de pessoas legais pra fechar o ano :)