Era uma vez…

Setembro 8, 2008 por vidrosquebrados

Acabo de voltar da sessão de cinema que paguei R$2 pela meia entrada. Terminei o filme com a sensação de estar grudada à cadeira do cinema, o que pode significar que fui muito tocada pelo filme, que gostei muito ou que me decepcionei enormemente. Não é sempre que eu termino de ver um filme com a sensação de estar grudada na cadeira, mas essa sensação pode significar diferentes coisas.

Dessa vez, fui tocada pelo filme. E não foi pela histórinha de amor à la Romeu e Julieta, nem por me dar conta da violência que existe do nosso lado e a gente não vê porque não a vive, tampouco pela relação entre os irmãos que tocou minha colega. O que me deixou com a cabeça pesando e com a garganta cheia de nós apertados foi uma terrível sensação de impotência. Vontade de levantar e gritar: “Porra, o que eu faço pra mudar alguma coisa?”

Eu não me contento com a resposta que muita gente usa pra fechar a questão, no estilo “você não pode fazer nada, princesa”. É uma resposta mentirosa. Porém, o que me incomoda é achar que o que pode ser feito não é suficiente. Enquanto psicóloga, como se atende alguém com uma história assim? A teoria da escuta é bonita, a teoria de aliviar a dor e mostrar direcionamentos para que cada um, como agente de sua própria vida, possa encará-la da forma mais abrangente e equilibrada, também é muito bonita. Só que no final, caio novamente naquele ponto de pensar que um trabalho social num ambiente assim tem diferentes impactos, então teorizo e vejo que impactos pequenos ainda assim são válidos… mas… como é que você vai saber se o seu trabalho está indo pra linha de um “fazer conformar” ou vindo como fruto de um egocentrismo em querer ser a mocinha da cidade que se preocupa com a situação lá fora?! O que seria realmente genuíno e poderia abocanhar um mundo desses com garras e dentes?

Aí que entra a história de amor no meio do filme. Um trabalho social, um “fazer a diferença clichê” fica muito confuso no meio de tantos propósitos. O amor traz as garras e os dentes. Por amor a gente tem coragem de se por em segundo plano em benefício de outrém. Quem vai ajudar as criancinhas da favela quando sua própria vida pode estar em perigo e não se tem nada a ver com elas em questões de carne e sangue? O ser humano, quanto mais busca ser racional, mais descobre o quão carnal é.

E o que me deixou com esse nó na garganta foi começar a tentar entender “porque eu estou aqui e tanta gente está do lado de lá?” e voltar na questão do amor – mas dessa vez o amor terno e gentil, não o de garras e dentes. Ainda é cultural, como se educa e como se é educado. Como vemos ou deixamos de ver o rapaz que fica na saída do cinema segurando a porta. Como tratamos ou deixamos de enxergar o menino que dorme na rua, a servente que limpa o banheiro da boate, a empregada que lava as roupas, o porteiro que passa o dia ali, o fazedor de pipoca que fala português errado, o catador de lixo que anda com a blusa suja, o pedinte do sinal que bate no vidro do carro pedindo moedas, o moleque que roubou sua carteira na rua, o cara que estava batendo punheta na praia, a mulher que sai na rua com os peitos à mostra e o cabelo despenteado gritando coisas sem sentido, os garotos brigando no ponto de ônibus, a mãe da criança que foi morta. A gente esquece do amor.

É fácil amar quem nos dá carinho, quem nos trata bem e faz o que esperamos. Também é fácil ser rude com quem nos ama, nos dá carinho, nos trata bem, porém não faz o que esperamos: a mãe que esqueceu de comprar o biscoito preferido, o pai que não deixou viajar no feriado, o namorado que esqueceu o aniversário de namoro, a professora que está cobrando a tarefa que deu preguiça de fazer, o colega que comprou a mesma camiseta que você queria comprar (e que sabia que você queria comprar).

Não estou querendo dizer que um filho não tem razão pra se chatear com um pai que não o deixou viajar. Nem que o moleque que roubou sua carteira pode justificar o roubo pela história dele. Uma coisa não é maior ou menor que a outra, são apenas diferentes. Mas acho que falta amor e falta olhar as coisas de uma forma mais abrangente. E, seja típico ou não da natureza do ser humano essa história de egocentrismo e de disputa natural, pra que pensamos tanto então? Pra que fazemos faculdade, mestrado, doutorado, eleições, criamos filmes, apresentamos teatros, escrevemos livros, acessamos nossos computadores e fazemos pesquisas em laboratório? Apenas para ter um diploma, uma carreira, entretenimento, realização profissional ou se passe o tempo e tenha menos preocupações com assuntos que podem vir a ser banais?

Por que gastamos milhões com pesquisas para fazer um carro mais potente, uma máquina mais veloz, uma roupa mais colorida – enquanto tem tanta gente no mundo morrendo das formas mais violentas e sendo maltratado, sofrendo preconceito, apanhando, levando tiro e vivendo sem dignidade? É, a resposta disso tudo eu já sei. Mas como é que vocês conseguem se conformar com ela?

… querendo saber por onde começar.

Warm thoughts this morning

Junho 18, 2008 por vidrosquebrados

The Mayonnaise Jar and 2 Cups of Coffee

When things in your lives seem almost too much to handle, when 24 hours in a day are not enough, remember the mayonnaise jar and the 2 cups of coffee.

A professor stood before his philosophy class and had some items in front of him. When the class began, he wordlessly picked up a very large and empty mayonnaise jar and proceeded t o fill it with golf balls. He then asked the students if the jar was full. They agreed that it was.
The professor then picked up a box o f pebbles and poured them into the
jar. He shook the jar lightly. The pebbles rolled into the open areas between the golf balls. He then asked the students again if the jar was full. They agreed it was.
The professor next picked up a box of sand and poured it into the jar. Of course, the sand filled up everything els e. He asked once more if the jar was full. The students responded with an unanimous ‘yes.’
The professor then produced two cups of coffee from under the table and poured the entire contents into the jar effectively filling the empty space between the sand. The students laughed.
‘Now,’ said the professor as the laughter subsided, ‘I want you to recognize that this jar represents your life. The golf balls are the important things–your family, your children, your health, your friends and your favorite passions–and if everything else was lost and only they remained, your life would still be full.
The pebbles are the other things that matter like your job, your house and your car.
The sand is everything else–the small stuff. ‘If you put the sand into the jar first,’ he continued, ‘there is no room for
the pebbles or the golf balls. The same goes for life. If you spend all your time and energy on the small stuff you will never have room for the things that are important to you.
‘Pay attention to the things that are critical to your happiness. Play with your children. Take time to get medical checkups. Take your spouse out to dinner. Play another 18. There will always be time to clean the house and fix the disposal. Take care of the golf balls first–the things that really matter. Set your priorities. The rest is just sand.’
One of the students raised her hand and inquired what the coffee represented. The professor smiled. ‘I’m glad you asked. It just goes to show you that no matter how full your life may seem, there’s always room for a couple of cups of coffee with a friend.’

Recebi esse texto de uma amiga há um mês atrás. Uma amiga que virou amiga depois de vários cafés juntas pra conversar sobre a vida. =)
Terminei de ler o email hoje. Eu já conhecia essa histórinha, mas foi gostoso reler. Essas coisas simples de ‘ei, você está vivendo da melhor maneira?’ precisam ser relembradas pra gente a todo momento, porque às vezes acabamos nos perdendo no meio de tanta coisa…

E essa coisa de Mobilidade Acadêmica, como é?

Junho 9, 2008 por vidrosquebrados

Estou terminando o semestre aqui na Federal do Espírito Santo. Estou no terceiro ano, mas faço matérias do sexto e do oitavo período. As novidades: participei de um projeto com base jungiana em Psicologia Hospitalar, faço parte de um grupo de Psicologia Corporal, faço uma matéria de Gestalt-Terapia e outra de Psicolingüística e tenho duas professoras que lecionam baseadas na Esquizoanálise (abordagem muito forte aqui no ES e no Rio).

O pessoal em Vitória foi muito receptivo e muito gente boa! O Centro Acadêmico do curso é uma salinha que vive fechada e eu nunca consegui entrar e, além disso, bem… eu moro na praia! Precisa mais? :D

Aqui o RU custa R$1,50 e não R$1,30 como é em Curitiba. Porém, tem suco e às vezes tem bobó de camarão, além da opção de ovo cozido pros vegetarianos e simpatizantes – o que não acontece por lá.

Aqui não há moradia estudantil na cidade, é algo que os estudantes lutam pra conseguir. A cultura de repúblicas é muito forte (eu inclusive moro em uma… com gato, cachorro e tudo que tem direito!).

A biblioteca é muito utilizada pelos alunos da Psi. Livros usados com freqüência tem mais de um exemplar e você pode renová-los pela Internet! Ah, faz calor… mas a maioria das salas onde tenho aula tem ar condicionado. Falando em ar condicionado, aqui existem dois departamentos: o DEPSI e o DEPSO (Departamento de Psicologia e Departamento de Psicologia Social). Há rumores que eles não se dão muito bem. Faço matérias dos dois.

A matrícula se divide em três etapas: se você não conseguiu pegar uma matéria na primeira, tenta na segunda. Se não conseguiu na segunda, tenta na terceira (que é quando você chora pro professor pra ele te autorizar a assistir a aula dele)! O xerox usado por alguns professores tem senha, e o LIEG (Laboratório de Informática) fica aberto quando você precisa dele. As cotas aqui foram criadas recentemente e eles discutem muito o assunto.

Finalizando as curiosidades, aqui “pão francês” é “pão de sal” e você não compra na “panificadora“, mas sim na “padaria“. Balada, festa, reunião e até encontro de amigos em casa é “rock” (mesmo que toque pagode!) e se você tá enchendo o copo de cerveja e a espuma ameaça sair pra fora, alguém te avisa: “Cuidado, vai esburrar!”. Se fizeram um comentário engraçado durante o rock, diz-se que a galera se “pocou” de rir se todo mundo riu muito. Para os cumprimentos,  o “Oi fulano!” é amplamente substituído por “Ei fulano!”.

E aí? Vou sentir saudades desse povo e dessa terra capixaba!!!

Dia-a-dia que consome

Junho 1, 2008 por vidrosquebrados

Achei um texto muito interessante lendo o blog de um amigo meu – Chama o Hugo (blog, aliás, que está de parabéns pela qualidade e conteúdo, na minha opinião) :D

Eu sei, mas não devia – Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Psicologizando um pouco, agora. Qual seria a melhor solução então, se a crítica é a esse acostumar-se que acaba fazendo bem, afinal… “eu sofro menos se me acostumo”. Sofre mesmo menos? Ou deixa de viver de verdade?

Acho que o caminho está só em parar pra pensar um pouquinho o jeito que levamos a vida. Pensar por quê estou fazendo isso e se é necessário mesmo fazer isso, pra não entrarmos no modo automático de viver. Libertar o lado criança ou o lado espontâneo de nós mesmos, pelo menos de vez em quando. Algumas coisas a gente tem que acostumar porque estão ali e, ou não usufruimos daquilo ou mudamos nossa maneira de reagir frente ao problema. Um exemplo? Não há estacionamento perto do restaurante em que decidimos jantar. Você não pode fazer nada, no exato instante que quer jantar, pra que surja uma vaga. Então ou você procura outro restaurante ou você muda sua atitude (comumente de stress) para uma atitude positiva… “muda o CD aí que vai demorar, o que tu queres ouvir?”. :D

Não é fácil, eu sei.

bye bye 2007

Dezembro 26, 2007 por vidrosquebrados

Fim de ano. O tema é clichê, não é? Mas eu gosto de escrever sobre fins de ano. Na verdade, escreve-se sobre o ano inteiro… e 2007, o que foi então?

Começou com muralhas a serem escaladas. Em fevereiro, alguns campos floridos… então surgiram as oportunidades. Crescimento, amadurecimento, pessoas novas, experiências novas. O meio do ano marcado pela mudança de apartamento e pela viagem pra Vitória-ES, além da carteira de motorista.

E o apartamento novo, com rede na sala, foi tão bem vindo! No último mês, a esperada companhia de alguém pra morar junto.

Viagens, foram várias. Momentos de desespero, momentos de alegria, momentos de sossego. É, nada melhor que um lugarzinho tranquilo com uma cachoeira e a companhia de pessoas legais pra fechar o ano :)

Rio de Janeiro

Novembro 7, 2007 por vidrosquebrados

Quem disse que menos de um dia pra decidir fazer uma viagem de treze horas é pouco?

Feriado de 2 de novembro.

Planos concretos = nenhum.

Sugestões = duas, Balneário Camboriú e Rio de Janeiro.

Segunda-feira à noite eu descubro que tem vaga no ônibus da UFPR que iria levar gratuitamente os alunos de Psicologia para o XIV Encontro Nacional da ABRAPSO - Associação Brasileira de Psicologia Social, que aconteceria no Rio de Janeiro. Algumas ligações, lugares vagos confirmados, espacinho na casa da Ari pra dormir confirmado também. E aí? O feriado era na sexta-feira. O ônibus saía na terça às 18h. Meus compromissos eram: aulas na quarta e quinta, reunião do meu time que está representando a AIESEC Curitiba em um desafio de sustentabilidade nacional, reunião de coaching na AIESEC, ingresso comprado pro Tim Festival e um almoço marcado com uma amiga na quinta-feira (huuum, comida japonesa!); fora algumas pequenas pendências e uma certa falta de planos para o feriado, já que a viagem que estava marcada com meus pais para Belo Horizonte havia sido cancelada.

Segui a rotina de terça-feira normalmente: fui para o comitê da AIESEC pela manhã, assisti aula à tarde, fui trocar meu cartão de memória da câmera digital que estava com defeito, paguei o aluguel, e cheguei em casa perto das quatro horas da tarde. Decidi verificar se daria tempo de tomar um banho e fazer as malas até às 18h. Deu tempo. Lá fui eu pro Rio de Janeiro =D

Viagem em galera, cachacinha comprada no Graal, e a noite passou tão tranquila que eu não acordei nenhuma vez. Acordei pela manhã – quando ficamos parados por cerca de duas horas devido a um acidente na estrada. Depois disso, muito trânsito pra chegar no Rio.

Com o atraso, saímos de Curitiba depois das 19h do dia 30/11, mas só chegamos em Copacabana lá pelas 13h30 do dia 31. Se fossem só as dezoito horas de viagem, tudo bem. O inconveniente foi o ar condicionado ter quebrado pela manhã. Acreditem, tinha sol. E acreditem, fazia calor. Aí começou a parte divertida da história: sauninha particular, galera derretendo, tira a calça jeans, fica descalço, tira camiseta… e eu fui acabar com uma canga amarrada na cintura, já que minhas saias estavam na mala que ficava no bagageiro do ônibus. E cheguei no rio assim: de blusinha, canga e chinelinho. Sem fazer idéia de onde eu tava. Domingo, na hora de ir embora, o cenário parecia até que tinha mudado por ter se tornado familiar. A esquina da República do Peru com a Barata Ribeiro vai ficar na minha cabeça por um bom tempo ainda, e aquela chuvinha de tarde de domingo que quebrava a concepção de Rio 40º completou um final de viagem bonito… (especialmente para nós, que estávamos sem ar-condicionado no ônibus e odiaríamos um calor excessivo naquele momento).

Pois é, perdi de ver Björk… acho que é culpa daquele meu velho karma com shows. Nunca dá certo assistir os que eu realmente quero. Foi assim com Weezer, Teatro Mágico, The Used no Canadá, Manu Chao na Itália… Claro, com algumas exceções: Mutantes e Jethro Tull em Curitiba foram inesquecíveis. Porém, em troca, conheci a UERJ, paseei no bondinho novamente, peguei praia em Ipanema, caminhei por Copacabana, vi o pôr-do-sol no Arpoador, assisti Brasil x México jogando Beach Soccer em Copacabana, bebi em boteco carioca, andei de ônibus sozinha, andei de ônibus acompanhada, andei de metrô, conheci o Jardim Botânico, encontrei pessoas, fiz amizade com um hippie na praia, fomos confundidas com gringas (será que eu tô precisando pegar um solzinho mais frequentemente?), vi vaquinhas da Cow Parade, tentei conhecer a UFRJ e estava fechada, falei italiano, falei inglês… enfim: Ótimo feriado!

(deu pra voltar até com marquinha de biquini! será que agora pelo menos dizem que eu sou do sul, e não gringa?) =)